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EUA planejam encerrar missão de combate no Afeganistão em 2013
Escrito por Katiusca Tavares on Qui, 02 de Fevereiro de 2012 08:45   
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O secretário norte-americano de Defesa, Leon E. Panetta, disse nesta quarta-feira, 1º, que os EUA esperam encerrar sua missão de combate no Afeganistão a partir de meados de 2013, mais de um ano antes do programado.


De acordo com Panetta, os EUA e a Otan passariam então a ter um papel de aconselhamento e treinamento das forças de segurança do Afeganistão. Recentemente, comandantes militares norte-americanos haviam dito que dariam início neste ano a uma transição, assumindo mais um papel consultivo, enquanto a polícia e o Exército do Afeganistão teriam uma responsabilidade maior na luta contra a insurgência.
Parceria com as forças afegãs

A atual estratégia da Otan, acertada em uma reunião de cúpula realizada em novembro de 2010 em Lisboa, prevê que as forças de coalizão gradualmente mudem para um papel de aconselhamento, treinamento e assistência em relação aos militares afegãos, a fim de retirar todas as tropas de combate até o fim de 2014.

A aliança ainda precisa chegar a um consenso sobre o ritmo deste processo. Panetta, entretanto, adiantou a jornalistas nesta quarta, quando estava a caminho de um encontro dos ministros da Defesa da Otan, em Bruxelas, que “nosso objetivo é finalizar toda essa transição em 2013″.

Um porta-voz de Panetta divulgou um comunicado horas após as declarações do secretário de Defesa dos EUA afirmando que os soldados norte-americanos ainda podem estar envolvidos em pelo menos algumas operações de combate, em parceria com as forças afegãs, em 2014.
Panetta: estratégia de Lisboa mantida

 


Mas as declarações de Panetta sobre uma mudança na missão militar são o mais recente sinal de que os EUA e seus aliados da Otan estão buscando acelerar o fim de seu envolvimento na impopular guerra no Afeganistão.

Em seus comentários, o secretário de Defesa dos EUA enfatizou que uma transição mais cedo não significa uma retirada precoce, ressaltando que “temos que manter a estratégia de Lisboa”.

O presidente Barack Obama ainda não definiu quantos soldados vão permanecer no Afeganistão e por quanto tempo.

 

Fonte: Opinião e Notícias

 

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