Concurso de beleza abre as portas do mundo do taekwondo para catarinense
Escrito por Katiusca Tavares on Ter, 09 de Fevereiro de 2010 07:31   
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O dia parecia ser igual a qualquer outro em uma gráfica de Balneário Camburiú (SC). Entre pedidos de cópias e confecção de documentos, Alessandra Trevisan se permitia sonhar ser administradora de empresas.

A matrícula na faculdade já estava feita, mas ainda faltava o dinheiro para pagar um curso de inglês, desejável para a função. De repente, o acaso entrou pela porta sob a forma de um mestre de taekwondo. Pouco tempo depois, a bela loira já estava com o nome nas chamadas das aulas do idioma, mas o terno dos profissionais de gestão havia sido trocado pelo quimono dos tatames.

- Eu não fazia a menor ideia do que era o taekwondo. Nunca tive interesse por lutas. Mas quando o mestre me falou sobre o concurso “Garota Taekwondo Santa Catarina”, que dava como prêmio aulas na academia e um curso de inglês, decidi tentar. Quando vi, já estavam me dizendo que eu levava jeito e fui ficando. Minha mãe estranhou muito. Ela dizia que era esporte para homem, mas agora já gosta – diverte-se Alessandra.

Seis anos depois da conversa que mudou seu destino, a catarinense conquistou seu lugar na seleção brasileira permanente de taekwondo ao vencer a seletiva da categoria até 57kg, em janeiro. No currículo, a bela já soma o título de campeã brasileira (2006) e penta catarinense, além de ser a atual campeã da Copa Brasil.

- Participei da seletiva para a seleção em 2007, mas não consegui passar. Dessa vez, acho que valeu mais a minha experiência e o que eu alcancei mudando meu lugar de treinamento, conhecendo novas pessoas, que me ajudaram muito – contou a lutadora, que se transferiu de Balneário Camburiú para Itapema, também no estado catarinense.

De olho em uma medalha no Mundial

Alessandra posa como nos tempos do concurso Com treinos de 1h30m, de segunda a sábado, Alessandra confessa que a vaidade fica um pouco de lado na rotina. Apesar de guardar a faixa do concurso de beleza catarinense, a atleta garante que o perfil de miss não combina com sua personalidade.

- Não tenho nenhum exagero. Claro que sou vaidosa, cuido do cabelo, da pele, como toda mulher. Às vezes, o que me incomoda um pouco são os roxos das batidas no tatame. Mas também não acho nada demais – afirma.

Acostumada com a rotina árdua de treinamento dos atletas – ela foi patinadora profissional por oito anos também –, Alessandra já traçou sua meta para o futuro.

- Sinto que estou mais perto do sonho de representar o meu país. Pretendo, um dia, conquistar uma medalha no Mundial. É isso que eu quero fazer.


Fonte: Tonoevento
 

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