Saúde alerta sobre riscos da Gripe A e da Dengue em Chapecó PDF Imprimir E-mail
Escrito por Katiusca Tavares on Qua, 10 de Março de 2010 07:37   
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Lavar as mãos com freqüência, evitar aglomerações, arejar ambientes fechados, utilizar lenços e álcool em gel são atitudes simples, mas que podem evitar a proliferação de um vírus que surgiu e deixou em alerta o mundo no ano passado, causando sérios danos à saúde e levando a morte: é a gripe H1N1, mas conhecida como Gripe A. Nesta terça-feira (09), a Secretaria Municipal de Saúde divulgou as primeiras ações que estão sendo desenvolvidas para combater a doença e ressaltou a importância da prevenção.

Desde segunda-feira (08), estão disponíveis as primeiras doses da vacina. Nesta etapa, que vai até o dia 19 de março, 05 mil pessoas entre indígenas (1.200) e profissionais da saúde (4.800) residentes em Chapecó vão ser imunizados. A segunda etapa será de 22 de março a 02 de abril e se destinada a gestantes em qualquer período gestacional; população com doenças crônicas de base (exceto idosos acima de 60 anos) e para crianças saudáveis na idade entre 06 meses a um ano e 11 meses. Em seguida, será a vez das pessoas com idade entre 20 e 29, no período de 05 a 23 de abril. Na quarta etapa (24/04 a 07/05) serão vacinados os idosos com e acima de 60 anos e, por fim, a população entre a faixa etária dos 30 aos 39 anos, entre 10 e 21 de maio.

Segundo o Secretário de Saúde, Nemésio Carlos da Silva, o Ministério da Saúde vai liberar as doses gradativamente. Em Chapecó, a estimativa inicial é de que 60 mil pessoas recebam a vacina. Além da imunização, os órgãos responsáveis estão reativando o Comitê Municipal de Prevenção e Combate a Doenças Transmissíveis, que terá o trabalho de fiscalizar, orientar, explicar e conscientizar a população sobre os riscos da disseminação do vírus da Gripe A e de suas conseqüências. “Chapecó deu exemplo no ano passado, sendo a primeira cidade do Estado de Santa Catarina a montar um Centro de Triagem específico para pessoas com sintomas de gripe. Em 2010, queremos dar exemplo novamente, só que desta vez de prevenção”, destaca o Secretário.

Até o momento há 02 casos suspeitos de Gripe A internados no Hospital Regional do Oeste, uma pessoa idosa residente em Chapecó e um agricultor de Tunápolis, ambos com doença respiratória aguda grave. As amostras de sangue já foram colhidas e agora os médicos aguardam os resultados dos exames. Em 2009, houve 238 suspeitas de contaminação pelo vírus H1N1 em Chapecó. Destas, 44 foram confirmados e 43 foram descartados. O restante aguarda ainda o resultado das análises. Além disso, houve 14 mortes em decorrência de complicações, sendo 03 devido a Gripe A. Do restante, 08 casos ainda não obtiveram a análise e outros 03 tiveram resultado negativo.


Dengue


Além da gripe H1N1, outra doença que preocupa em Chapecó é a dengue. De acordo com relatórios da Vigilância em Saúde é grande a circulação na cidade do mosquito Aedes aegypti, o transmissor da doença. Até a primeira semana de março 54 focos do mosquito já foram encontrados. Esse índice representa um aumento de 55% em relação ao número de focos registrados em todo o ano de 2009.

Assim como declarado na coletiva de 23 de fevereiro deste ano, a maior incidência continua sendo nas residências, 53%. Em seguida vem o lixo com 30% e depois os depósitos naturais como vaso de flores e garrafas pet, com 23%. Se somarmos os índices chegamos a um percentual de 76% dos focos registrados em domicílios.

A exemplo de fevereiro, o maior número de focos continua nos Bairros São Cristóvão e Bela Vista, que detêm 36 dos 54 registrados, sendo 25 e 11 respectivamente. Outros bairros com incidência são o Cristo Rei com 04, Centro 05, Passo dos Fortes e Jardim América com 03 cada e Maria Goretti e Jardim Itália com 01 cada. Também há focos e monitoramento sendo realizados pelos técnicos em saúde nos seguintes bairros: Trevo, Belvedere, Eldorado, Alvorada, Presidente Médici, Líder e Vila Real.

De acordo com a Coordenadora de Vigilância em Saúde, Fátima Cechin, Santa Catarina é o único Estado brasileiro que ainda não possui casos de dengue oriundos em seu território, mas somente casos ‘importados’. No entanto, há grande incidência do mosquito transmissor e, “caso um deles seja contaminado, corremos o risco de termos uma epidemia em nosso município, por isso o alerta”, explica.

Para tentar conscientizar a população sobre as medidas de prevenção a serem adotadas, aproximadamente 300 agentes de saúde percorrem os bairros e o interior do município, prestando orientações e esclarecimentos. Até o final de fevereiro 24 mil visitas foram realizadas e a previsão é fazer mais 16 mil até o dia 31 de março, totalizando 40 mil visitas no ano. No entanto, ainda há muita dificuldade quando o assunto é a fiscalização. Hoje, 30% das residências não permitem a entrada dos profissionais, o que atrasa e prejudica o trabalho. “Estamos mostrando à comunidade como um mosquito pode ser prejudicial a toda a cidade, podendo ser fatal. Por isso, precisamos da colaboração. Quem não está em casa durante período comercial pode agendar visita em outros horários, basta ligar para o telefone 3319-1406”, destaca o biólogo e técnico da Vigilância Ambiental, Junir Lutinski.

Segundo o Secretário de Saúde, Nemésio Carlos da Silva, a partir desta semana, serão expidadas notificações a todas as empresas, estabelecimentos comerciais e residências onde forem constatados focos do mosquito. A determinação obedece aspectos legais e visa mostrar a população a gravidade da situação. A multa pode variar de um a três salários mínimos, dependendo do número de armadilhas encontradas. Em caso de reincidência, o valor dobra.


Fonte: PMC
 

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